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sábado, 17 de novembro de 2012

Brainsway divulga resultados de ensaios com TMS para a fadiga, na EM

O relatório Brainsway divulgou os resultados finais de um teste sobre o ensaio clínico que se realizou no Hospital Charité, em Berlim e no Centro Médico da Universidade de Hamburgo-Eppendorf em Hamburgo, para avaliar a segurança e eficácia do dispositivo no tratamento da fadiga e sintomas de depressão na esclerose múltipla (EM).

Os resultados finais são em relação aos 28 pacientes (de 34 recrutados para o julgamento originalmente). 

Os sujeitos da pesquisa foram divididos em três grupos: um grupo de controle sem-estimulação, um grupo de tratamento que recebeu estimulação de alta frequência (18 Hz) e um grupo que recebeu estimulação adicional do córtex em baixa freqüência (5 Hz). Cada indivíduo recebeu uma série de tratamentos, três vezes por semana durante seis semanas. Os efeitos do tratamento foram avaliados durante o período de tratamento e ao longo do período de 6 semanas subsequentes.

Os efeitos do tratamento nos níveis de fadiga foram avaliados através de diversas escalas de avaliação de fadiga, como a Escala de Severidade de Fadiga (FSS), a escala modificada de impacto na fadiga (IFM), a Escala de Sonolência de Epworth (ESE) e a Escala Analógica Visual (VAS ) e seus efeitos sobre os níveis indicativos de depressão foram avaliados através da Escala de Hamilton para Depressão, o Inventário de Depressão de Beck (BDI) e a Escala de Afeto Positivo e Negativo (PANAS).

O presente estudo debruçou-se principalmente sobre o tratamento de fadiga e depressão e não considerou parâmetros de estimulação para tratar os sintomas motores da EM.


quarta-feira, 16 de abril de 2008

Doença é diagnosticada na idade de todas as decisões

Esclerose múltipla aumenta risco de depressão e suicídio

Surge na idade de todas as decisões e exige grandes mudanças na vida do seu portador.

A esclerose múltipla afecta cerca de cinco mil doentes em Portugal, na maioria mulheres (3500). A doença surge por volta dos 30 anos e as constantes picadas e lesões cutâneas provocadas pelos tratamentos, associadas a outros sintomas, levam a um aumento do número de divórcios, depressão, suicídios e absentismo, de acordo com um estudo epidemiológico realizado pelo departamento de Neurologia da Universidade de Odense, na Dinamarca.

Aos 30 anos é a altura em que a mulher tem maiores perspectivas de carreira, casamento e maternidade, pelo que é uma altura especialmente traumática para ser feito o diagnóstico. “Os sintomas são muito diversos e podem afectar a visão, mobilidade, fala, entre outras funções, por isso é muito importante o acompanhamento psicológico do doente e familiares para evitar situações extremas”, explicou o responsável da Unidade de Esclerose Múltipla do Hospital Fernando da Fonseca, Ricardo Ginestal, durante um debate intitulado “A Mulher e a Esclerose Múltipla”.Contudo, as causas da doença ainda não estão identificadas, pelo que não existem actualmente terapêuticas curativas.

A principal dificuldade consiste no facto da esclerose múltipla afectar várias funções do corpo humanos e de diferentes formas, pelo que não se conseguiram ainda desenvolver tratamentos adequados a cada caso. No entanto, o acompanhamento psicológico, aliado a uma alimentação saudável e à prática de exercício físico, são fundamentais para garantir o equilíbrio do paciente.Ainda assim, Portugal é um dos países que está na vanguarda da investigação no que diz respeito a moléculas inovadores para futuros tratamentos orais, menos dolorosos mas eficazes.

O que é a esclerose múltipla?

A esclerose múltipla é uma doença inflamatória crónica, desmielinizante e degenerativa, do sistema nervoso central que interfere com a capacidade do mesmo em controlar funções como a visão, a locomoção, e o equilíbrio, entre outras, de acordo com informação disponibilizada pelo site da Associação Nacional de Esclerose Múltipla.

Denomina-se “esclerose” pelo facto de, em resultado da doença, se formar um tecido parecido com uma cicatriz que endurece e forma uma placa em algumas áreas do cérebro e medula espinal e “múltipla” porque várias áreas dispersas do cérebro e medula espinal são afectadas.

A palavra desmielinizante significa que são provocadas lesões nas bainhas de mielina que envolvem as fibras nervosas, que são afectadas de forma progressiva, por vezes irreversível.

Fonte: Público.pt a 14.Abril.2008