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sábado, 26 de janeiro de 2013

Fármaco da Biogen Idec para a esclerose múltipla com sucesso em ensaio de fase final




A Biogen Idec informou na passada quinta-feira que o seu fármaco experimental peginterferão beta-1a cumpriu a meta principal de um ensaio de Fase III, com o tratamento a cada duas semanas ou a cada quatro semanas a conseguir reduzir significativamente as taxas de reincidência anual num ano em doentes com esclerose múltipla recorrente-remitente (EMRR). 

A companhia avançou que, com base nos bons resultados do ensaio ADVANCE, planeia apresentar pedidos regulamentares para a comercialização do produto nos EUA e na Europa este ano, avança o site FirstWord.

O ensaio incluiu 1.516 pacientes com EMRR que foram escolhidos aleatoriamente para receber peginterferão beta-1a de forma subcutânea a cada duas semanas ou a cada quatro semanas ou placebo.

A Biogen Idec referiu que para o objectivo primário, em comparação com o placebo, as taxas de reincidência anual foram reduzidas em 35,6 por cento, com duas semanas de dosagem de peginterferão beta-1ª, e em 27,5 por cento, com quatro semanas de administração da terapia. Além disso, o fármaco também atingiu todos os seus objectivos secundários, incluindo a redução do risco de 12 semanas de progressão da incapacidade confirmada como medida pela Escala Expandida do Estado de Incapacidade em 38 por cento para ambos os grupos de dosagem e reduzindo a proporção de doentes que tiveram recidiva em 39 por cento no grupo de dosagem de duas semanas e em 26 por cento no grupo de dosagem de quatro semanas.

"A aprovação para o tratamento uma vez por mês deve ser aceite com base nestes dados", comentou o analista do ISI Group Mark Schoenebaum, acrescentando que "muitos pacientes/médicos ainda optam pelas duas tomas mensais dada a eficácia provavelmente melhor em muitos objectivos".

Schoenebaum disse que espera que o peginterferão beta-1a, que está na mesma classe de drogas como a actual terapia da Biogen Idec para a esclerose múltipla Avonex® (interferon beta-1a), deverá ser aprovado em 2014.

Fonte:  RCM Pharma


terça-feira, 24 de junho de 2008

Fármaco experimental laquinimod reduz lesões na esclerose múltipla


O fármaco experimental oral laquinimod, da Teva Pharmaceutical Industries, apresentou resultados positivos num estudo de Fase II para o tratamento da esclerose múltipla.

Segundo os resultados do estudo, o fármaco demonstrou reduzir o número de lesões no cérebro em pacientes com esclerose múltipla recorrente remissiva, em comparação com placebo. Assim, o laquinimod parece atrasar a doença e ser bem tolerado pelos pacientes.

Os resultados foram publicados na "The Lancet".

Após 36 semanas do estudo com 306 pessoas, os pacientes com esclerose múltipla recorrente remissiva que tinham sofrido uma ou mais recaídas no ano anterior receberam aleatoriamente uma de duas doses de laquinimod ou placebo. Aqueles que receberam a dose mais elevada do fármaco atingiram uma redução de 40,4 por cento nas lesões cerebrais, em comparação com os que receberam placebo. O tratamento com a dose mais baixa não demonstrou resultados significativos em comparação com o placebo.

Quando os investigadores expandiram o estudo por mais 12 semanas, os pacientes demonstraram uma redução média de 60 por cento no número de lesões no cérebro.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Nova abordagem contra a Esclerose Múltipla


Estudo apresentado na revista Archives of Neurology revela que um tratamento com doses elevadas de ciclofosfamida pode ajudar doentes com Esclerose múltipla (EM).

O fármaco é usado há cerca de meio século no tratamento de doenças oncológicas, dentro de uma combinação de regime de quimioterapia ou como monoterapia.

Este estudo constatou, no entanto, que o fármaco também se mostrou eficaz ao conseguir reduzir o grau de incapacitação e as lesões cerebrais provocadas pela EM.

Os nove pacientes envolvidos no estudo receberam grandes doses de ciclofosfamida intravenosa apenas durante quatro dias consecutivos, para voltar a activar devidamente o sistema imunitário. Os pacientes foram monitorizados durante dois anos após terem recebido o fármaco. Cinco deles não demonstraram sinais de actividade da doença, e os outros quatro mostraram grandes melhoras, segundo Douglas Kerr, da Johns Hopkins University, em Baltimore, nos EUA.

De acordo com o cientista, os pacientes chegaram a recuperar as funções físicas que tinham sido perdidas devido à doença. Os actuais fármacos tendem no máximo a desacelerar a evolução da EM, sendo necessária uma administração constante. "Neste estudo verificou-se que, quando se dá ciclofosfamida uma só vez consegue-se restaurar o sistema imunitário, para que o cérebro e a coluna vertebral não sejam atingidos. E é por isso que o torna (fármaco) bem diferente e animador", disse Kerr.
Fonte: Saúde na Internet, o site dos médicos