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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

EMin: Premiada investigação de jovens médicos de Coimbra


Uma equipa de internos de Neurologia de hospitais do Porto, Coimbra, Setúbal e Lisboa venceu a primeira edição do Programa EMin (Programa de Esclerose Múltipla para Internos de Neurologia), com o trabalho “Neuromielite ótica em Portugal”.


A iniciativa, do GEEM de Neurologia com o apoio da Biogen Idec, visa apoiar a formação específica dos internos na área das doenças desmielinizantes, em especial na Esclerose Múltipla, bem como fomentar o desenvolvimento de mais projetos de investigação portugueses.

O trabalho agora galardoado com 6 mil euros, reflete uma análise mais aprofundada sobre a neuromielite ótica em Portugal, uma doença inflamatória e desmielinizante do sistema nervoso central que atinge principalmente os nervos óticos e a medula espinal, provocando diminuição da visão e défices motores graves. 

A neuromielite ótica afeta pessoas de qualquer idade, embora seja mais comum em adultos de meia-idade. As mulheres são mais suscetíveis à doença, numa proporção de até 8 mulheres para cada homem afetado.

A primeira edição deste programa, que contou com a participação de 30 internos de Neurologia, decorreu durante o ano de 2012 e englobou sessões presenciais, apoio ao desenvolvimento e monitorização de projetos de investigação por parte de uma equipa de formação, serviço de apoio a pesquisas bibliográficas e atribuição de literatura nas áreas da Neurologia e da Esclerose Múltipla.

A equipa vencedora terá a oportunidade de aprofundar a sua investigação na área da esclerose múltipla e doenças desmielinizantes.




terça-feira, 16 de outubro de 2012

Novo Tratamento Potencial para doenças autoimunes baseado na Mãe Natureza


De acordo com Thomas F. Tedder, PhD, investigador e professor de imunologia da Duke University Medical Center (Carolina do Norte, EUA),  quando se reproduz um tipo raro de célula B no laboratório e  se o introduz novamente no corpo, pode conseguir-se um tratamento eficaz para graves doenças auto-imunes como a esclerose múltipla ou a artrite reumatóide.

Os resultados, que foram demonstrados em ratos, realçaram as propriedades únicas de um subconjunto de células B que normalmente controlam os limites em que um organismo erroneamente ataca o seu próprio tecido saudável.

As células B são o componente do sistema imunitário que gera anticorpos, que combatem agentes patogénicos como bactérias e vírus. No entanto, um pequeno subconjunto de células B, chamadas células B reguladoras, funcionam para suprimir a resposta autoimune. Estas células B são caracterizados por uma proteína de sinalização celular chamada interleucina-10 (IL-10), dando-se a estas células B, de regulação, o nome de células B10.

"Como as células B10 são extremamente raras, era importante encontrar uma solução viável para reproduzir essas células fora do corpo de modo a torná-las disponíveis quando necessárias" disse Tedder.

O pesquisador descobriu que as células B10 podem ser isoladas a partir do corpo e que ainda assim mantem intacta a sua capacidade para regular as respostas imunes. Além disso, elas podem ser reproduzidas em grande número. "células B normais geralmente morrem rapidamente quando cultivadas, mas conseguimos já expandir os seus números cerca de 25 mil vezes.

Entretanto, nas raras células B10, foi possível expandir os seus valores quatro milhões de vezes. "Conseguimos obter as células B10 de um rato e aumentá-las numa cultura ao longo de nove dias, por forma a podermos tratar eficazmente 8.000 camundongos com doença auto-imune", disse Tedder.

Quando uma pequena quantidade de células B10 foram introduzidas em ratos com esclerose múltipla, os seus sintomas foram significativamente reduzidos.

Tedder disse ainda: "Aqui, nós estamos a trabalhar com o que a Mãe Natureza já criou, melhorando-o através da expansão das células fora do corpo e depois recolocando-as de volta, para deixar a Mãe Natureza voltar ao trabalho."

O trabalho foi divulgado a 14 de outubro de 2012, na revista Nature.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Será que todos nós desenvolvemos Formas Progressivas de Esclerose Múltipla?


Esta é uma questão que se esconde nas mentes de muitas pessoas diagnosticadas com EM remitente-recorrente (EMRR). Para muitos, cada pontada traz a preocupação de que este é o começo de progressão secundária-progressiva (EMSP).
Nova pesquisa indica que, à medida que avança na idade com EMRR, podemos não ter de nos preocupar com este agravamento.

Estima-se que 85% de pessoas diagnosticadas com esclerose múltipla (EM) são inicialmente diagnosticada com EMRR. Algumas dessas pessoas irão eventualmente desenvolver secundária-progressiva, que se caracteriza por uma progressão mais estável de sintomas, de incapacidade e diminuição ou nenhuma recaídas .

É usual supor-se que 80 a 90% de pessoas com EMRR acabariam por desenvolver EMSP dentro de 25 anos (50% em 10 anos) de diagnóstico, embora portadores de EM não tenham sido acompanhados por um período de tempo suficiente para saber realmente se estes valores se comprovam.

A EMSP é diagnosticada quando uma pessoa que foi inicialmente diagnosticada com EMRR, tem agravamento dos sintomas e/ou invalidez, sem recaídas durante 6 meses ou mais.

Pesquisadores da Turquia, Líbano e dos EUA procuraram determinar a percentagem de pessoas com EM reincidente-remitente que nunca vai desenvolver secundária progressiva. Eles combinaram duas bases de dados de pessoas que vivem com EM, a fim de obter a informação. Dessas pessoas, cerca de 30% tinham feito algum tipo de terapia modificadora da doença.

Os pesquisadores descobriram que a nossa idade afeta as probabilidades de desenvolver esclerose múltipla progressiva. A EMSP costuma ser diagnosticada numa idade média de 45 anos, com variação de mais ou menos 10 anos, independentemente de quando as pessoas são diagnosticadas com EMRR. Curiosamente, a forma primário-progressiva também tende a ser diagnosticada com a mesma idade.

O que significa o "efeito idade" em termos de risco de desenvolver EMSP?

Embora pareça lógico que quanto mais tempo você vive com EMRR, mais perto você pode estar de ela se começar a converter em EMSP. Uma vez que você tenha mais de 45 anos, este não parece ser o caso. Na verdade, o oposto é mais verdadeiro.
Quando uma pessoa com EMRR tenha mais de 45 anos, o risco de derivar para a forma EMSP cai para 35%.

Uma pessoa com mais de 50 apenas tem um risco de 20% de desenvolver EMSP.

Depois dos 60 anos, o risco de EMSP cai para 7%.

Depois de 75 anos de idade, se uma pessoa com EMRR não desenvolveu EMSP, é extremamente improvável (menos de 1% de probabilidade) que irá desenvolver EMSP.

Com base nos dados, os investigadores estimam que entre 38-43% das pessoas com EMRR nunca irá desenvolver SPMS, até completarem 75 anos de idade.

Esta acaba por ser uma boa notícia para aqueles que estão na meia-idade e com EMRR.

O facto do risco de desenvolvimento para esta forma progressiva continuar a diminuir à medida que a idade avança, pode ser encarado como um dos efeitos colaterais positivos do envelhecimento.

Células raras podem servir para tratar Esclerose Múltipla



Linfócitos do tipo B10 foram usados em ratos com resultado s positivos.

Investigadores do Centro Médico da Universidade de Duke, nos Estados Unidos, descobriram que um raro tipo de linfócito (célula do sistema imunitário) pode ajudar no tratamento de doenças auto imunes graves, como esclerose múltipla e artrite reumatóide.

O estudo, publicado na revista "Nature" deste domingo (14 de Outubro), aponta que as células foram reproduzidas em laboratório e inseridas novamente em organismos de ratos doentes, com resultados positivos.
As células estudadas, um subgrupo dos linfócitos chamados de B10, são encontradas em pequena concentração nos organismos. Elas são, no entanto, importantes para controlar inflamações e o processo auto imune, de acordo com a pesquisa.

As células B10 produzem uma proteína, a chamada IL-10, que ajuda a controlar a resposta do sistema imunitário durante infecções, reduzindo danos causados deliberadamente a tecidos do corpo, segundo a pesquisa.

Ratos com sintomas de esclerose múltipla receberam linfócitos B10 no seu organismo. Após algum tempo, os efeitos da doença foram reduzidos de forma substancial, quase eliminando o distúrbio, de acordo com o estudo.

"Células B regulatórias são uma nova descoberta que ainda estamos começando a entender", afirma o autor da pesquisa, o professor de imunologia Thomas Tedder, à revista "Nature". Para ele, as células B10 são importantes porque garantem que a resposta do sistema imunitário não saia do controle, resultando em destruição de tecidos e outros efeitos de doenças autoimunes.

"Este estudo mostra pela primeira vez que há um processo que determina quando e como estas células produzem IL-10", afirma Tedder. A descoberta é que a célula B10 responde a tipos específicos de antígenos - quando isso ocorre, estes linfócitos e suas proteínas agem para desativar outros tipos de células do sistema imunitário que poderiam causar destruição de tecidos do organismo.

Os cientistas descobriram que, mesmo sendo reproduzidas em laboratório, as células B10 obtidas de ratos mantém sua capacidade de controlar o sistema imunitário. Os próximos passos do estudo incluem entender como funciona a reprodução de linfócitos B10 humanos e determinar se o uso terapeutico das células terá o mesmo efeito que o ocorrido em ratos.


sábado, 13 de outubro de 2012

Uma Nova Visão Sobre Alterações Cognitivas na Esclerose Múltipla

Pesquisadores do Trinity College de Dublin, em colaboração com colegas do Departamento de Neurologia da Universidade de St Vincent Hospital e da University College de Dublin têm revelado novos indicadores sobre alterações cognitivas na esclerose múltipla, usando métodos de processamento de sinais desenvolvidos recentemente.

A pesquisa multidisciplinar envolveu neurologistas, engenheiros biomédicos e neuropsicólogos. O seu objectivo é avaliar o agravamento cognitivo que afecta cerca de 65% dos portadores de esclerose múltipla (EM) e pode ocorrer mesmo na ausência de deficiência física.

Disfunções na velocidade de processamento de informação, funções de memória, atenção e executivo são  frequentemente observados em pacientes com EM, o que tem um impacto negativo sobre a vida quotidiana. É importante identificar o prejuízo cognitivo tão cedo quanto possível e monitorizar o seu percurso frequentemente. No entanto, testes neuropsicológicos para avaliar a função cognitiva são realizados com pouca frequência e não fornecem uma informação objetiva do agravamento cognitivo.

Foi agora efectuada uma nova abordagem á análise das alterações cognitivas, através do desenvolvimento de novos métodos matemáticos para extrair informações do couro cabeludo, com eletroencefalografia (EEG), informações que permitem a medição objetiva da função cognitiva em intervalos mais frequentes e oferece ainda novos dados sobre as origens desta deficiência cognitiva na EM.

Os resultados foram publicados no jornal online PLoS ONE .


terça-feira, 9 de outubro de 2012

Mais um passo no controle de inflamação que provoca a Esclerose Multipla



Um pesquisador da Universidade de Adelaide publicou resultados que sugerem um novo mecanismo para controlar a esclerose múltipla (EM).

Iain Comerford, da Universidade da Escola de Ciência Molecular e Biomédica, recebeu uma bolsa do Governo Australiano para trabalhar neste projeto.

O estudo é direcionado para a compreensão de como as enzimas específicas em células do sistema imunológico regulam a ativação de células imunes e a sua mutação. 

O investigador centrou-se numa molécula conhecida como PI3Kgamma, que está envolvida na activação e movimento das células brancas do sangue.

 A equipa demonstrou que, duma alteração genética e eliminada essa molécula particular, resulta uma elevada resistência ao desenvolvimento da encefalomielite auto-imune experimental (EAE) e, por conseguinte, proteção contra os danos do sistema nervoso central,  típico da esclerose múltipla.

 A presença da referida molécula resulta em inflamação na medula espinhal e perda de mielina. A droga suprimiu o desenvolvimento da EAE e reverteu os sinais clínicos da Esclerose Multipla.


domingo, 7 de outubro de 2012

Tratamento de Infertilidade aumenta risco de exacerbação na Esclerose Múltipla


Uma pesquisa recente revela que o tratamento para a infertilidade a que algumas mulheres se possam submeter, pode aumentar muito o risco de agravamento na Esclerose Múltipla.

Foi associado um aumento de sete vezes no risco de exacerbação da EM e um aumento de nove vezes na visualização da actividade da doença em Ressonância Magnética.

Evidências médicas mostram que o hormona sexual envolvidos na ovulação (GnRH) hormona libertadora de gonadotrofina) desempenha um papel importante no desenvolvimento de doenças auto-imunes.

Quando esclerose múltipla e infertilidade coincidem, as pacientes procuram tratamentos de infertilidade para conseguir a gravidez.

Dado o papel de alguns hormonas reprodutivos nas doenças auto-imunes, as mulheres portadoras com tratamentos de infertilidade aumentam grandemente o risco de agravar a sua doença.

Fonte: Medical News Today

terça-feira, 5 de julho de 2011

O poder da canela no tratamento da esclerose múltipla


Um neurologista da Rush University Medical Center, EUA, recebeu uma autorização do National Institutes of Health (NIH) para avaliar se a canela, uma especiaria amplamente usada na culinária, poderá parar o processo destrutivo da esclerose múltipla.


"Desde os tempos medievais, que os médicos têm usado a canela para tratar uma variedade de distúrbios, incluindo tosse, artrite e dores de garganta", disse, em comunicado de imprensa, o principal investigador do estudo, Kalipada Pahan, acrescentando que as "descobertas iniciais (que fizemos) em estudos realizados em ratinhos indicam que a canela pode também ajudar aqueles que sofrem de esclerose múltipla."


A activação das células gliais no cérebro tem sido implicada na patogénese de várias doenças neurodegenerativas além da esclerose múltipla, como Alzheimer e Parkinson. A activação das células gliais conduz a uma acumulação e segregação de factores de neurotoxina diferentes que causam diversas respostas auto-imunes causadoras de lesão cerebral.


"Essas reacções auto-imunes no cérebro levam, por fim, à morte dos oligodendrócitos, um tipo de célula cerebral que protege as células nervosas e a bainha de mielina. No entanto, a canela tem uma propriedade anti-inflamatória que combate e inibe a activação glial que provoca a morte das células cerebrais", explica Pahan.


Em estudos anteriores, Pahan foi capaz de demonstrar que o benzoato de sódio, um metabolito da canela, pode inibir a expressão de várias moléculas pró-inflamatórias nas células cerebrais e bloquear o processo da doença em ratinhos.


Diferentes doses de benzoato de sódio foram misturadas em água potável e administradas aos roedores. No modelo animal, a substância eliminou a pontuação de esclerose múltipla em mais de 70% e inibiu a incidência da doença em 100%.


Fonte: Life Sciences Computing



terça-feira, 26 de abril de 2011

Descoberto químico importante no aparecimento de EM


“O que mostrámos neste artigo é que o [químico] GM-CSF das células [do sistema imunológico] Th 17 são importantes para o processo de sinalização que leva à inflamação do sistema nervoso central”, disse Abdolmohamad Rostami, da Universidade de Thomas Jefferson, que liderou um dos estudos.

As Th 17 pertencem a uma classe de células do sistema imunitário chamadas de linfócitos T. O factor IL-23 produzido por outras células imunitárias, que causa uma inflamação auto-imune no cérebro, e induz a produção de GM-CSF nos linfócitos Th 17.

A equipa de cientistas descobriu que os ratinhos que produziam este químico a partir das células T, rapidamente desenvolviam um problema auto-imune parecido com a esclerose múltipla.

A equipa de cientistas descobriu também que utilizando o factor IL-27 era capaz de bloquear os sintomas da doença em ratinhos. “Esta foi a primeira vez que tivemos provas directas que ao dar activamente o IL-27 como uma droga, conseguíamos suprimir a doença em ratinhos”, disse Rostami.

O estudo feito pela equipa do cientista Burkhard Becher, da Universidade de Zurique, na Suíça, também identificou o mesmo. A equipa passou seis anos à procura de factores que promovessem o desenvolvimento da esclerose múltipla em ratinhos transgénicos até chegar à GM-CSF.

“Não era possível induzir esclerose múltipla nos ratinhos sem o GM-CSF”, disse em comunicado Becher. “Mais, a doença podia até ser curada nos ratinhos se o [químico] fosse neutralizado.”

Doentes que sofrem de artrite reumatóide estão a ser tratados num ensaio clínico através do bloqueio desta substância. Um ensaio com o mesmo princípio vai ser iniciado no final de 2011 para doentes com esclerose múltipla.

“Estamos muito esperançosos”, disse Becher. “Mas se este tipo de terapia vai realmente resultar em pacientes com esclerose múltipla está por se ver. Um optimismo reservado é a melhor forma de se estar”, concluiu.

Existem no mundo 2,5 milhões de pessoas afectadas por esta doença.

Fonte: Público

Estudo identifica proteína causadora da esclerose múltipla


Num passo importante na luta contra a esclerose múltipla, cientistas da Universidade de Zurique, na Suíça, conseguiram identificar a substância química responsável pelo desenvolvimento da doença e barrar a sua ação.

A descoberta pode ser a primeira esperança de cura para mais de 2,5 milhões de pessoas que sofrem de EM no mundo.

No estudo, feito apenas em ratos, os investigadores descobriram que, ao conter a ação de uma proteína do sistema imunológico chamada GM-CSF, a doença não progride. Nos casos em que a doença já estava em fase adiantada, foi possível reverter o quadro eliminando-se a proteína com o uso de anticorpos.

"Ainda não temos certeza de que esse tipo de tratamento será eficiente para o ser humano. Mas, baseado nos dados obtidos com os ratos, acredito que o controle do GM-CSF tenha um peso significativo também no homem", disse Burk-hard Becher, coordenador do estudo.

A GM-CSF tem um papel importante para o sistema imunológico, ao combater vírus e outros invasores que provocam doenças ao organismo. Nos casos de esclerose múltipla, contudo, a proteína ativa uma série de reações que culminam na destruição da mielina (camada de gordura que envolve a maioria das fibras nervosas) e prejudicam a transmissão de mensagens no cérebro.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Primeiro Estudo Epidemiológico de Abrangência Nacional sobre a Esclerose Múltipla


O último estudo epidemiológico sobre Esclerose Múltipla data da década de 80 e desde essa altura que se anda a dizer que existem cerca de 5 mil pessoas com Esclerose múltipla em Portugal. Ora, nesta altura, todos sabemos que esse número é tudo menos real.


Para acabar de vez com as dúvidas, o neurologista Joaquim Pinheiro elaborou um estudo onde se debruçou ainda na prevalência, demografia e percepção de EM em Portugal.


Este é, assim, o Primeiro Estudo Epidemiológico de Abrangência Nacional sobre a Esclerose Múltipla denominado “Conhecer e Desmistificar”.


O neurologista do Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia e presidente do Grupo de Estudos de Esclerose Múltipla – GEEM chegou à conclusão que metade dos portugueses admite não saber o que é a Esclerose Múltipla (EM).


Sabe-se ainda que existem 3 500 pessoas em tratamento, mas muitos outros estarão por identificar.


O documento será apresentado por Joaquim Pinheiro, coordenador do Estudo, no próximo dia 23 de Março, na Secção Regional do Norte da Ordem dos Médicos, numa sessão que contará com a colaboração de Joana Guimarães, neurologista do Hospital de São João.


Fonte: Fábrica de Conteúdos



terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Teste clínico de novo anticorpo pode vir a revolucionar tratamento para a EM







E aí está a primeira grande notícia do ano sobre a mais recente evolução clínica no que toca à EM!

A Vaccinex, uma companhia privada de biotecnologia sediada em Nova Iorque, vai iniciar um teste clínico de novo anticorpo terapêutico em pacientes com cancro e com tumores sólidos avançados. O anúncio foi feito hoje pela empresa depois da FDA (Food And Drug Administration) ter dado autorização para o início da Fase 1 do teste clínico para avaliar a segurança, nível de tolerância, farmacocinética e farmacodinâmica do anticorpo terapêutico VX15/2503.

O VX15/2503 é um novo anticorpo humanizado que bloqueia a atividade da semaforina 4D (SEMA4D).

"A SEMA4D é um alvo terapêutico muito interessante que possui propriedades biológicas notáveis e relevantes para várias doenças", disse Maurice Zauderer, presidente e director executivo da Vaccinex.

A semaforina é uma molécula que orienta a activação e o movimento de variados tipos de células em formas diferentes. A SEMA4D promove, por exemplo, a migração de células de tumor com metástase para novos locais, assim como o crescimento de células que formam novos vasos sanguíneos necessários para fornecer nutrientes e energia para os tumores. A previsão é que, ao bloquear este sinal, o anticorpo anti-SEMA4D vai inibir o crescimento dos tumores primários e restringir as metástases para novos locais.

Ora, se até aqui a notícia já é muito boa, o melhor (para nós portadores de EM) é que este anticorpo tem uma outra função.

Em doenças desmielinizantes como a esclerose múltipla, a mesma semaforina tem um efeito contrário no crescimento das células, evitando a regeneração e remielinação dos neurónios danificados. Neste caso, disse Maurice Zauderer, "o anticorpo VX15/2503 pode ser uma nova abordagem, totalmente radical, para o tratamento da esclerose múltipla, agindo como anti-inflamatório para proteger contra a progressão da doença, mas promovendo também a cura do tecido danificado".

A Vaccinex pretende iniciar um segundo teste do VX15/2503 para a esclerose múltipla ainda este ano.

A Vaccinex é uma empresa de biotecnologia norte americana envolvida na descoberta e desenvolvimento dos anticorpos monoclonais terapêuticos e vacinas para tratar doenças graves.

Fonte:


quinta-feira, 11 de março de 2010

`O que é que te passa pela cabeça?´

Artigo na Ciência Hoje

Estamos em Março e vamos iniciar mais uma Semana do Cérebro. Enquanto o coração tem um mês inteiro a si dedicado, o que é inteiramente merecido, o cérebro tem apenas semana. É certo que as doenças cardiovasculares são a maior causa de morte no mundo ocidental. Mas todos sabemos que sem função cerebral não há vida. Assim, uma semana parece demasiado pouco, tanto mais que muitas vezes andamos distraídos, com o cérebro ocupado a pensar na crise, na chuva excessiva ou na face oculta. Talvez tenhamos o coração preenchido, talvez apertado... talvez o coração tenha razões que a própria razão desconhece... mas é o cérebro que nos faz o que somos.

Ler artigo completo

terça-feira, 9 de março de 2010

Avaliação do equilíbrio das pessoas com Esclerose Múltipla

Na Agenda de Ano Novo divulgámos a defesa da Tese de Mestrado do Fisioterapeuta Luís Santos. O autor está disponível para esclarecer quaisquer dúvidas que existam sobre o seu trabalho. Eis o resumo:

“É sabido que modificações do “equilíbrio”, podem provocar alterações profundas do padrão de marcha e das actividades de vida diária dos portadores com Esclerose Múltipla (EM). Hoje em dia, continua a prestar-se pouca atenção a estas alterações na fase inicial da doença, a não ser que essas alterações sejam já muito evidentes e provoquem um grau de incapacidade elevado. Este estudo consistiu na comparação dos resultados obtidos através da Escala de Equilíbrio de Berg e de um instrumento preciso de verificação do “Equilíbrio” (Plataforma de Pressão Plantar), entre um grupo de portadores de EM e um grupo de indivíduos sem doença neurológica conhecida (saudáveis). Verificou-se que, alguns portadores de EM na fase indicial da doença, apresentavam uma pontuação máxima na Escala de Equilíbrio de Berg indicando um equilíbrio elevado, mas depois os resultados obtidos na Plataforma de Pressão plantar indicam exactamente o contrário, ou seja, uma elevada instabilidade, alguns portadores com o dobro do deslocamento comparativamente a indivíduos saudáveis.

Concluiu-se assim que, é necessário instrumentos precisos na avaliação do equilíbrio dos portadores com EM, realizando o diagnóstico diferencial precoce, prevenindo as alterações de equilíbrio e as quedas, através da inclusão destes indivíduos em programas de reabilitação direccionados e adaptados.”


domingo, 8 de março de 2009

Investigadores portugueses descobrem mecanismo de «reeducação» de células do sistema imunitário

Investigadores portugueses descobriram como identificar e controlar células imunitárias (linfócitos T) para as fazer actuar contra infecções e não para promoverem doenças auto-imunes, num estudo que poderá ter importantes aplicações terapêuticas. [..]

"O processo que identificámos funciona como uma reeducação das células T dos ratinhos e abre perspectivas na imunoterapia de doenças inflamatórias e auto-imunes", assinalou. Apesar deste trabalho ter sido realizado em modelos de experimentação animal, Bruno Silva-Santos garante dispor de evidências preliminares da conservação destes fenómenos nos seres humanos. Nesse sentido, referiu que a investigação futura da sua equipa "irá analisar o potencial de aplicação destes conhecimentos em células humanas".