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domingo, 17 de fevereiro de 2013

Resultado da reunião das Associações de Doentes de EM com representante do Governo


No passado dia 15 as Associações de Doentes de Esclerose Múltipla (ANEM, SPEM e TEM) reuniram-se com Leal da Costa, o Secretário de Estado Adjunto do Ministro da Saúde (SE).

Transcrevemos aqui o resultado dessa reunião, enviado ao Gang da EM por Paulo Alexandre Pereira, o presidente da TEM - Associação Todos com a Esclerose Múltipla:

"Na reunião expusemos a nossa preocupação sobre a desigualdade de tratamentos em Portugal e sobre a não disponibilização dos medicamentos mais adequados aos doentes de Esclerose Múltipla.

O Dr. Leal da Costa informou-nos que o Ministério da Saúde não tinha conhecimento de nenhum caso em concreto. O Ministério da Saúde não considera as denúncias feitas pelos doentes às Associações ou expostas na comunicação social. Fomos informados pelo Sr. SE que os doentes têm que fazer duas queixas. Uma no livro amarelo dos hospitais e a outra, na ARS ou ao Ministério da Saúde. Alguns doentes fizeram duas queixas, uma no livro amarelo e a outra às Associações, mas não é suficiente.

Ficámos satisfeitos que o Sr. SE, que é médico do IPO de Lisboa, tenha compreendido e chegado à conclusão que a medicação de primeira linha para doentes de Esclerose Múltipla não é igual, pode ser similar mas não é igual, excetuando os dois medicamentos com o interferão beta 1-b. Relembramos que existem 6 medicamentos (3 beta 1-a, 2 beta 1-b e 1glatimero) de primeira linha.

Informou-nos que, para breve, uma comissão irá decidir os medicamentos a usar em todos os hospitais. Não sabemos se é a recém-criada Comissão Nacional de Farmácia e Terapêutica ou uma subcomissão.

O Sr. SE pediu que os doentes digam quem são os médicos que deram aos doentes a escolher qual a medicação a tomar. Isto é considerado uma má prática clínica. Não sabemos qual o objetivo deste “pedido”. Poderá ser para punir esses médicos. Mas não pretendem punir as administrações dos hospitais que retiram a medicação aos doentes.

Segundo o Sr. SE a querela entre o Hospital S. João e o laboratório deve-se ao facto deste não querer negociar e baixar o preço, mas segundo o laboratório em causa estas afirmações não são verdadeiras."

sábado, 26 de janeiro de 2013

Remédios controlados nos hospitais



O ministro da Saúde, Paulo Macedo, apertou o controlo dos gastos com os medicamentos dispensados gratuitamente nas farmácias dos hospitais públicos. E impôs novas regras de acesso a esses remédios, para doenças como a sida, a hepatite C, a artrite reumatóide e a esclerose múltipla, entre outras.

Desde Dezembro que todos os medicamentos dispensados de forma gratuita têm de ser prescritos por via electrónica (como sucede para as farmácias de rua) e as unidades de saúde estão obrigadas a um conjunto de procedimentos rigorosos: o farmacêutico hospitalar, por exemplo, passou a ter de validar a identificação do utente e a criar um registo com a dispensa dos remédios. E os doentes são responsabilizados pelos medicamentos que levam, sendo obrigados a assinar um comprovativo.

Segundo fonte governamental, o objectivo é evitar fraudes e pôr fim à ausência de controlo destes remédios. É que, segundo os últimos dados do Infarmed-Autoridade Nacional da Farmácia e do Medicamento, entre Janeiro e Novembro de 2012, as 50 unidades de saúde de gestão pública tiveram uma despesa de 342,2 milhões de euros ao dispensar estes remédios nas suas farmácias (mais 3% do que em 2011). Aquele valor representa cerca de 36% do total dos gastos em medicamentos nos hospitais.

De fora destas contas estão, porém, os gastos com medicamentos para o cancro: 180 milhões, em 2012 (menos 7,3% do que em 2011). Mas os produtos oncológicos estão abrangidos por um regime diferente de dispensa, sendo o remédio administrado na maioria das vezes no hospital. Já nas outras doenças, o utente pode ir buscar doses para vários meses e tomá-las em casa.

Entre as novas medidas impostas por Paulo Macedo aos hospitais está a obrigatoriedade de enviarem dados detalhados à Administração Central do Sistema de Saúde. Este organismo, por sua vez, tem de enviar ao Ministério da Saúde, de três em três meses, informação «sobre o volume de prescrições e dispensas por utente, o volume e valor global das prescrições por hospital, região de saúde, grupo e medicamento e ainda a identificação de situações anómalas, como duplicações». O primeiro relatório tinha de ser entregue esta semana, no dia 15.

Fonte: jornal Sol


quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Doentes com Esclerose Múltipla manifestam-se hoje no Porto


O Gang da Esclerose Múltipla APOIA e estará também representado no protesto contra a alegada suspensão de alguns medicamentos marcado para esta manhã, em frente ao Hospital de S. João (HSJ), no Porto.

Acreditamos que, tal como refere o comunicado das três associações de doentes de EM, que, «depois de o hospital ter suspendido o fornecimento de alguns medicamentos para o tratamento da doença, esta foi a forma que os doentes encontraram para mostrar o seu descontentamento e tentar inverter a situação».

O Gang da EM subscreve as palavras escritas no comunicado enviado à comunicação social que refere que nós, os doentes, pretendemos desta forma «garantir que temos acesso a todos os medicamentos disponíveis no mercado português para o tratamento da EM».

A associação Todos com a Esclerose Múltipla (TEM), a Sociedade Portuguesa de Esclerose Múltipla (SPEM) e a Associação Nacional de Esclerose Múltipla ANEM), salientam naquele comunicado que «a suspensão da utilização de alguns medicamentos por parte do HSJ não se deve a uma questão monetária».

«Deve-se a uma querela (injunção interposta) entre o HSJ e a farmacêutica. Os medicamentos substitutos não são iguais», frisam.

A concentração das associações de doentes com EM está marcada para esta manhã, às 10:30.

HSJ garante que tratamentos para EM «são adequados»

Segundo notícias recentemente divulgadas, o Hospital de São João (HSJ) garante que proporciona aos doentes com esclerose múltipla os tratamentos «internacionalmente considerados necessários e adequados», escusando-se, porém, a comentar as marcas comerciais de opções terapêuticas.

A instituição respondia assim à convocação da manifestação contra a alegada suspensão de alguns medicamento para o tratamento da EM e com a finalidade de garantir o acesso a todos os medicamentos disponíveis no mercado.

O Centro Hospitalar de São João garante estar «aberto ao diálogo com os doentes e as suas associações, mas recusa-se firmemente a comentar opções terapêuticas em termos de marcas comerciais».

Fonte: Agência Lusa, RCM Pharma, Net Pharma, Porto 24

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Agência Europeia do Medicamento dá luz verde a Fampridina


O Comité de Medicamentos para Uso Humano (CHMP) da Agência Europeia do Medicamento (EMA) emitiu um parecer positivo para autorização de comercialização da Fampridina (comprimidos de libertação prolongada). Com base na recomendação do CHMP, a Biogen Idec espera que a autorização de introdução no mercado de fampridina seja concedida no prazo de 2 meses.


Estamos muito satisfeitos com a decisão do CHMP. As disfunções da marcha são um sintoma comum em doentes com esclerose múltipla e estamos entusiasmados com a possibilidade de oferecer aos doentes europeus uma terapêutica oral para esta importante necessidade clínica” afirma Dr. Norman Putzki, Diretor de I&D da Biogen Idec. "A fampridina vai oferecer aos doentes, independentemente do seu tipo de esclerose múltipla (EM), uma nova opção terapêutica para melhorar a marcha. A aprovação condicionada permitirá que este tratamento chegue ao mercado europeu já este verão”.


O CHMP recomendou a autorização condicionada da Fampridina para melhorar a capacidade de marcha em doentes adultos com EM que apresentem disfunções da marcha (EDSS entre 4 e 7). A fampridina foi eficaz em pessoas com todos os tipos de EM, tanto nas formas surto-remissão, como em formas progressivas. A fampridina pode ser usada em monoterapia ou concomitantemente com outras terapêuticas para a EM, incluindo medicamentos imunomoduladores.


De acordo com o Dr. João de Sá, neurologista do Hospital de Santa Maria em Lisboa, “A fampridina é o primeiro fármaco com um impacto positivo nas perturbações da mobilidade, que afectam e condicionam a vida de dois terços dos doentes com EM. Os doentes em tratamento com fampridina reportam, adicionalmente, uma melhoria global do seu desempenho quotidiano, o que poderá estar associado a outros benefícios do fármaco, que irão ser agora avaliados”.


"Milhares de doentes nos Estados Unidos sentiram melhorias na sua capacidade de marcha desde que começaram a ser tratados com este medicamento. A decisão do CHMP vai permitir que os doentes europeus tenham em breve acesso à fampridina " defende o Dr. Andrew R. Blight, diretor científico da Acorda Therapeutics, Inc. "Estamos muito satisfeitos com o nível de colaboração entre Acorda e a Biogen Idec, graças à qual cada vez mais pessoas com EM podem beneficiar deste medicamento."


Recentemente a fampridina foi também aprovada na Austrália.


Fonte: comunicado da Biogen Idec enviado para o Gang da EM



terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Farmacêuticos recusam multar doentes crónicos


A Ordem dos Farmacêuticos garante que não vai cobrar taxas aos doentes que façam mau uso dos medicamentos disponibilizados gratuitamente pelos hospitais.

O Ministério da Saúde está quer aprovar um diploma que vise multar os doentes que desperdicem ou façam mau uso dos medicamentos distribuídos gratuitamente nas farmácias hospitalares. A medida vai afectar sobretudo os portadores de sida, cancro, esclerose múltipla, transplantados renais, doentes de reumatologia ou com doença de khron, isto porque são os doentes que tomam medicamentos mais caros.

O Bastonário dos Farmacêuticos admite que existe um problema na dispensa de medicação aos doentes de ambulatório, mas não concorda com a solução encontrada: "A medida visa a redução da despesa do Serviço Nacional de Saúde (SNS) e está bem diagnosticada. Só peça por ser tardia. É preciso encontrar uma solução, mas não é esta", adianta Maurício Barbosa.

"Falamos de medicação altamente dispendiosa, mas não estou a ver que seja cobrado um valor em caso de má utilização. Isto implica que os farmacêuticos passem multas. Não contem connosco", garante o bastonário..

Maurício Barbosa, em entrevista ao Ionline sugere três soluções mais adequadas: mais farmacêuticos e psicólogos clínicos nas unidades hospitalares; toma dos medicamentos com observação directa para doentes que não cumpram as regras; e um melhor trabalho de fiscalização por parte da associação que congrega os hospitais públicos. Para o bastonário, o problema de base é a falta de informação da maior parte dos utentes sobre a necessidade de tomarem a medicação, pelo que "é preciso promover a adesão à terapêutica e não há técnicos suficientes nos hospitais para o fazer por não haver tempo para isso".

O Bastonário da Ordem dos Farmacêuticos considera ainda que os incumpridores deveriam fazer a toma com observação directa, como já acontece com quem usufrui da substituição narcótica, ou seja, "em frente ao farmacêutico, nos hospitais ou nas farmácias comunitárias".

Maurício Barbosa recorda que "os gastos com medicamentos são a segunda maior despesa dos hospitais, depois dos vencimentos".



terça-feira, 23 de novembro de 2010

Estudo aponta terapia que retarda o avanço da EM em doentes com sintomas iniciais


A Merck Serono, uma divisão da Merck, anuncia os resultados do estudo REFLEX de fase III (Dosagem flexível de Interferon beta-1a na esclerose múltipla precoce), que mostram que o risco de avanço da doença foi reduzido pela metade em pacientes que fizeram uso deste medicamento três vezes por semana.


O estudo foi conduzido internacionalmente por dois anos, contemplando 517 pacientes com sintomas sugestivos da doença. Essas pessoas foram divididas em três grupos: o primeiro fez uso de placebo, o segundo recebeu uma administração semanal de Interferon beta-1a (Rebif 44) e o terceiro recebeu três doses semanais do medicamento.


O risco de evolução da esclerose múltipla foi reduzido em 51%, ao longo de dois anos, nos pacientes tratados com Interferon beta-1a três vezes por semana. No segundo grupo, foi observada uma redução de 31%. A probabilidade de mudança dos sintomas iniciais para a forma reconhecida da doença foi de 86% no grupo que recebeu placebo, de 62% nos pacientes tratados com Interferon beta-1a três vezes por semana e de 76% nos pacientes que receberam esse medicamento uma vez por semana.


“Assumimos o compromisso de oferecer tratamentos que satisfaçam as necessidades de pessoas que convivem com a esclerose múltipla em seus vários estágios”, afirma o Dr. Roberto Gradnik, Vice-Presidente Executivo da Merck Serono para Doenças neurodegenerativas. “Ao longo dos anos, temos trabalhado continuamente no aperfeiçoamento do medicamento Interferon beta-1a, com novas formulações, aparelhos de injecção além de novos dados clínicos. Estamos muito satisfeitos com essas informações que mostram que os pacientes do estudo com os primeiros sinais clínicos de esclerose múltipla se beneficiaram com a nossa terapia”, ele reforça.


O perfil de segurança do Interferon beta-1a, observado no estudo REFLEX, foi semelhante ao encontrado em outros estudos recentes com a formulação sem soro do medicamento. Não foi identificada nenhuma reação adversa inesperada e a grande maioria foi leve ou moderada. O efeito indesejável mais frequente foi o aparecimento de sintomas gripais, típicos da terapia com Interferon, sendo transitórios e de controle por meio de tratamento profilático.


Os resultados completos do estudo REFLEX serão submetidos para apresentação nos futuros congressos científicos. Está em andamento uma extensão de três anos desse estudo, denominada REFLEXION4, com o objectivo de fornecer dados de acompanhamento de longo prazo (até cinco anos) dos pacientes.


Fonte: Medical News Today, Portal Factor Brasil, Trading Markets.com



domingo, 20 de junho de 2010

Chegou ao mercado o primeiro medicamento com canábis


Vende-se a partir desta segunda-feira no Reino Unido um medicamento composto por canábis, que vai servir para tratar doentes com Esclerose Múltipla.

O Sativex, da farmacêutica GW, é o primeiro medicamento com vestígios da planta a ser autorizado nas farmácias do mundo inteiro, passando assim a substituir o consumo de canábis em cigarros – cuja venda estava já autorizada como analgésico para os casos mais graves da doença.

O medicamento, que esteve em testes de laboratório nos últimos 11 anos, foi aprovado na passada sexta-feira pela Agência Reguladora de Medicamentos do Reino Unido (MHRA) e será apenas prescrito a os doentes cujos tratamentos inicias não estejam a resultar e mediante receita médica. O Sativex será vendido a um preço de cerca de 13€.

Nos EUA o Sativex está a ser testado como atenuante de dor para os casos de cancro terminal e, por isso, os médicos americanos estimam que o medicamento possa vir a ser um dos mais vendidos do mercado. Também na Europa, onde os tratamentos para a Esclerose Múltipla gastam aos cofres dos Estados mais de 500 milhões de euros por ano, o Sativex apresenta-se como uma alternativa eficaz, podendo mesmo poupar 100 milhões anuais aos serviços Nacionais de Saúde.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

`Novas terapias na Esclerose Múltipla´

Esse é o tema da próxima reunião dos Amigos EM Aveiro, que vai decorrer em duas partes: na primeira, a Dra. Sónia Batista e o Dr. João Sargento Freiras (ambos neurologistas dos Hospitais da Universidade de Coimbra - HUC) irão fazer uma apresentação sobre o tema, e na segunda parte a sessão será aberta a perguntas e respostas.

Uma reunião a não perder para todos os que têm dúvidas e curiosidade sobre o que vai estar disponível para nós em breve e com que riscos.


Dia 20, Sábado >> 11ª Reunião dos Amigos EM Aveiro
Hora: 14h30
Local: Salão Nobre do Hospital de Aveiro (HIP)
Mais informações:
Site: http://amigosem.no-ip.info/
Email: amigos.em.aveiro@gmail.com