terça-feira, 28 de setembro de 2010
A EM no seu melhor na SIC, no programa Boa Tarde
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Cladribina chumbada pela Agência Europeia do Medicamento

A Agência Europeia do Medicamento (EMEA) rejeitou o tratamento oral para a Esclerose Múltipla da Merck KGaA, a Cladribina, considerando que os benefícios do medicamento não são superiores aos riscos.
A farmacêutica alemã pondera ainda recorrer desta decisão.
O uso da Cladribina foi alvo de dúvidas devido a quatro casos de cancro ocorridos durante a fase de testes clínicos e em relação a problemas relacionados com o sistema imunitário aí observados.
"É um dia triste para pacientes com esclerose múltipla na Europa", disse Elmar Schnee, responsável pela unidade de medicamentos da companhia."Estou realmente surpreso com o veredicto."
A Merck KGaA já tinha visto um medicamento para o tratamento de tumores pulmonares recusado pelos reguladores europeus.
A Merck espera nesta altura uma aprovação da Cladribina nos Estados Unidos, através da FDA, a autoridade de saúde norte americana. Os reguladores do medicamento nos Estados Unidos já tinham reduzido o tempo para a decisão sobre este novo tratamento da Merck. “Espera-se agora que a FDA decida sobre a Cladribina no quarto trimestre”, afirmou Schnee.
A farmacêutica alemã obteve aprovação para vender a Cladribina na Rússia em 12 de Julho e posteriormente na Austrália, no dia 3 de Setembro.
Com a compra da empresa suíça Serono S.A., em 2006, a empresa tornou-se o maior grupo de biotecnologia da Europa.
Fonte: Bloomberg, Jornal de Negócios, El Economista, TF1
Estados Unidos aprovam primeiro tratamento oral para a Esclerose Múltipla

A Autoridade Reguladora do Medicamento nos Estados Unidos aprovou o primeiro fármaco oral para o tratamento da esclerose múltipla.
A Food and Drug Administration (FDA) aprovou o Gilenya (ou Fingolimod), produzido pela farmacêutica suíça Novartis, que visa reduzir recaídas em doentes com EM que experimentam sintomas como desequilíbrio, espasmos musculares e outros problemas de movimento.
A autorização dada agora pela FDA vai permitir combater diversos tipos de esclerose múltipla, que afecta mais de 2,5 milhões de pessoas em todo o mundo.
Em Junho passado, um painel de especialistas da FDA decidiu que o Gilenya ajuda a reduzir as recaídas nos pacientes, mas recomendou que estes não tomem o medicamento sem supervisão médica e que fiquem sob observação durante as seis horas seguintes à primeira toma. Essa recomendação foi tida em conta pelo laboratório suíço que, em comunicado, deu esse passo médico como certo.
O medicamento oral reduz significativamente os surtos de esclerose múltipla, mas tem também efeitos secundários graves que podem afectar o coração, os pulmões e olhos, assim como o aumento do risco de infecções. Os doentes de EM devem ser, por isso, cuidadosamente observados e devem fazer regularmente exames oftalmológicos, pode ler-se ainda no comunicado.
O Gilenya foi inventado como uma nova forma para evitar a rejeição em pacientes transplantados renais. Mas a dose necessária para essa finalidade era muito tóxica. A dose que será usado para tratar a esclerose múltipla é cinco vezes menor que a menor dose testada em estudos de transplante.
Mesmo com essa dose menor, o Gilenya pode ter uma toxicidade grave.
Em ensaios clínicos, os efeitos secundários relacionados com Gilenya foram:
- Enzimas hepáticas elevadas
- Edema macular (inchaço da parte central da retina, causando visão distorcida)
- Pressão arterial elevada
- Falta de ar
- Bronquite
- Diarreia
- Bradicardia (diminuição da frequência cardíaca)
A Novartis vai estabelecer um programa de cuidado para a educação e acompanhamento de pacientes que tomam o medicamento. Para além disso, a empresa vai continuar os estudos de longo prazo para estudar os efeitos secundários que podem ocorrer com o uso a longo prazo.
A Rússia foi o primeiro país no mundo a aprovar este tratamento oral da farmacêutica Novartis, no passado mês de Setembro.
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Um medicamento para a asma pode ajudar na Esclerose Múltipla

sexta-feira, 10 de setembro de 2010
O testemunho de quem já usa o Rebismart há dois meses
Mas o que me mais me impressionou neste novo aparelho foi mesmo o facto de não ter que andar á procura do local para dar a injecção porque onde quer que coloque o dispositivo não doi. Ou melhor, doi um bocadinho de nada quando a agulha entra. De resto, é 5 estrelas!
Lisboa, 10 de Setembro de 2010"
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Rebismart chega aos hospitais portugueses

O governo publicou, no passado dia 2 de Agosto, um despacho aprovando o novo dispositivo electrónico que, uma vez publicado em Diário da República, tem efeitos imediatos.
Já muitos sabem mas nunca é demais informar os doentes de EM que agora existe esta possibilidade de, no hospital, pedirem ao vosso médico/enfermeiro o novo auto-injector da Marck Serono caso, claro está, estejam a ser medicados com o Rebif.
O Gang da EM já aqui tinha indicado, em Julho passado, que a aprovação por parte do governo português foi um processo moroso mas, agora, tudo isso é passado.
O Rebismart é o primeiro dispositivo electrónico para administrar uma dose pré-definida de interferon beta-1a para o tratamento da esclerose múltipla.
É um dispositivo inovador que foi desenvolvido para se adaptar às necessidades de cada doente através dos parâmetros de conforto (profundidade da injecção, velocidade da injecção, velocidade da agulha e tempo de injecção), de segurança (para uma maior confiança no tratamento) e de monitorização com o registo da data e hora da última injecção.
O dispositivo é fácil de manusear.
Apenas em 3 passos, o doente faz a sua injecção.
As instruções passam apenas por colocar a agulha, injectar e retirar a agulha.
Uma vez por semana, será necessário substituir o cartucho do medicamento (cada cartucho tem 3 dosagens de tratamento). Estes novos cartuchos foram criados para facilitar a utilização e manuseamento do dispositivo.
Dizem os especialistas que este é um sinal para que haja uma maior resposta no tratamento da esclerose múltipla até porque esta é uma injecção mais confortável para o paciente.
Nunca é demais lembrar (já o fizemos há cerca de 3 meses, sensivelmente) como funciona oRebismart:
Austrália é o segundo país a aprovar a Cladribina
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Fly for MS aterra em Portugal no dia 20 de Outubro!
Ainda vai demorar algum tempo até que a rota passe por Portugal.

Antes disso os pilotos, que apostaram nesta forma inédita de sensibilização mundial para a esclerose múltipla, manobram o avião (o pequeno Cessna 340, de 6 lugares) por diversos países, entre eles: Noruega, Dinamarca, Lituânia, Suécia, Estónia, Rússia, Ucrânia, Moldávia, Roménia, Polónia, República Checa, Eslováquia, Croácia, Turquia, Israel, Grécia, Áustria, Itália, Suíça, Alemanha, Holanda, Bélgica, França e Espanha.
Só depois desta jornada é que o avião Fly for MS chega a Portugal, no dia 20 de Outubro, onde vai ficar 2 dias. Por enquanto ainda se desconhece a agenda dos organizadores desta iniciativa tão importante, quais os contactos que manterão com as autoridades portuguesas e quais as pessoas com esclerose múltipla que irão contactar.
De Portugal seguem para o Reino Unido, Irlanda, passarão novamente pela Groenlândia, pelo Canadá e depois estarão de volta aos Estados Unidos dia 31 de Outubro, exactamente 2 meses depois de terem dado início a esta viagem.
Ao todo serão 30 os países visitados, num total de 150 horas de voo, o equivalente a 47 mil quilómetros percorridos.
Para além de sensibilizar a população mundial para a problemática da esclerose múltipla, a equipe Fly for MS que melhorar significativamente a vida de mais de 150 milhões de pessoas com EM e, através deles, dar esperança e inspiração à maioria das pessoas afectadas pela doença. Para além disso, irão entregar, em cada país visitado, uma mensagem onde se lerão as principais questões que afectam a comunidade local de pessoas com esclerose múltipla, assim como sugestões concretas para combate-las.
Já aqui fizemos saber que o Gang da Esclerose Múltipla apoia incondicionalmente esta iniciativa até porque vem ao encontro da nossa ideologia, isto é, sensibilizar a população para a EM. Não podemos deixar de desejar uma viagem sem turbulências a esta equipa maravilhosa que, do nada, transformou uma ideia num sonho e, desse sonho, uma realidade bem visível.

O Gang da Esclerose Múltipla não pode também deixar de, mais uma vez, dar os Parabéns à SPEM por se associar a esta iniciativa. É para nós, Gang da EM, um orgulho ver o logótipo da SPEM estampado neste avião Fly for MS. É sinal que os tempos mudaram e que, afinal, a esclerose múltipla em Portugal também é visível lá fora!
Evolução da Esclerose Múltipla Varia Consoante as Estações do Ano

A Primavera e o Verão fazem com que a esclerose múltipla esteja mais activa. É nessa altura que novas leões cerebrais ocorrem, 2 ou 3 vezes mais que no resto do ano.
Este é o resultado de um estudo, publicado ontem pela revista norte americana Neurology.
Dominik Meier, médico no hospital Brigham and Women de Boston (Massachusetts, nordeste) e principal autor do estudo afirmou que "o estudo mostrou que a quantidade de novas lesões detectadas por ressonâncias magnéticas ao cérebro foi de duas a três vezes mais entre Março e Agosto do que nos outros meses do ano".
Os cientistas compararam imagens obtidas pelas RM cerebrais de 44 pessoas entre 1991 e 1993, com as condições meteorológicas durante o mesmo período, tendo em conta em conta as temperaturas diárias, radiações solares e precipitações na região de Boston, onde moravam os participantes.
Todos os pacientes que participaram nesta investigação foram voluntários e, no começo do estudo não recebiam qualquer tratamento. De referiri ainda que os portadores de EM, alvo de estudo, tinham idades compreendidas entre os 25 a 52 anos. Cada um destes pacientes foi submetido a oito RMs semanais e depois a cada duas semanas. O acompanhamento médico foi feito durante seis meses.
Um ano depois, os autores do estudo detectaram 310 novas lesões cerebrais em 31 destes pacientes. Os demais não desenvolveram novas lesões.
Os autores constataram por fim que, quando submetidos a temperaturas mais elevadas e a maiores radiações solares, as pessoas com esclerose múltipla estão sujeitas a uma maior intensidade na doença.
O estudo, publicado agora pela revista Neurology, refere ainda que não foi estabelecida qualquer relação entre as precipitações e a evolução da doença.
"O ambiente foi, por muitas décadas, relacionado ao desenvolvimento da enfermidade. Agora, aqui está outro elemento de prova", disse Anne Cruz, professor de neurologia na Universidade de Medicina de Washington, em St. Louis.
"A grande questão, claro, é se a primavera e o verão são as épocas responsáveis pelo aparecimento de novas lesões. Essa é uma das possibilidades”, afirma Nicholas LaRocca, Vice-Presidente de Cuidados de Saúde Continuados e Política de Investigação da Sociedade Nacional de Esclerose Múlplia dos EUA.
No entendimento de LaRocca, uma vez que o calor tem um efeito sobre os sintomas da doença, as temperaturas mais quentes, talvez, poderia ter um efeito sobre a atividade da EM.
A outra questão intrigante, segundo o especialista, é que, apesar de novas lesões tenderem a aparecer na Primavera e no Verão, isso não significa que um agente causal está operativo naquele momento.
“Poderia ser algo que está a desenvolver-se antes dessas estações e que leva um determinado tempo para se manifestar. No Outono e no Inverno há menos exposição à luz ultravioleta, por isso há menos vitamina D. Além disso, é nestas estações do ano que existe maior exposição a infecções virais.
LaRocca acrescenta que este estudo servirá como gerador de ideias e abrirá caminho para novas pesquisas que possam fornecer pistas adicionais sobre as causa da EM. Para as pessoas que vivem com a doença, Cruz sugeriu certificarem-se de que os seus níveis de vitamina D estão dentro da faixa ao longo do ano e obterem uma vacina contra a gripe a cada ano.
LaRocca disse que durante os meses mais quentes, as pessoas com EM devem tomar medidas para evitar o calor, porque as temperaturas mais elevadas podem agravar os sintomas. "É útil desenvolver estratégias para lidar com o clima quente", disse ele. "Certifique-se de tem ar condicionado e tente evitar actividades intensas durante as horas mais quentes do dia."
Fonte: Agência France Press, Europapress.es, Últimosegundo.br
Para consultar na íntegra o estudo da revista Neurology, clica aqui